domingo, 18 de março de 2012

Garoa


Para quê chuviscar?
Em meu solo árido
Só vem condensar
O meu sonho ávido
É canção que magoa
Distribuída em gotas
Torna-se ligeira garoa
No céu de notas soltas

quarta-feira, 14 de março de 2012

Boa Noite Meu Amor



“Nu reclinado em rede” Antônio Frilli. 
A noite é um longo caminho,
E mesmo assim, posso sentir.
Estou privado de seu carinho,
É mais uma noite sem dormir.
Neste momento, sinto desejo!
Minha alma crepita em ardor.
Saudade traz-me um lampejo:
Boa noite meu precioso amor.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Arco-Íris Noturno




Sob a tormenta, tomo-te pela mão,
Nós viajaremos  rumo à felicidade.
Velejando em nuvens de serenidade;
Sonhos edificados são nosso chão.

Esqueça as noites de pranto, em triste leito.
Pois até em trevas, há de brota esperança!
Com findar da tempestade, vem a  aliança:
 Emoldurar todo amor como preceito.

São meus passos cegos, no caminho escuro,
Segurando tua mão, sei, estarei seguro, 
 Sutilezas dissipam o ar taciturno.

Pois, é quando todos os loucos dizem:
Vêm ó maravilhas! Todos anjos bendizem:
Brilha surreal, raro arco-íris noturno.

terça-feira, 6 de março de 2012

Paixão Itinerante


Flor de Maracujá
Em meio ao cerrado havia uma planta que se destacava das demais, era o maracujazeiro. O motivo de seu destaque era a bela e única flor que a planta ostentava. Todos os colibris da região se inflamavam de desejo por aquela flor, muitos tentavam provar de seu néctar, mas próximo da frondosa árvore onde ficava a trepadeira, habitava um maléfico gavião. Ele sabia como a flor de maracujá incitava os colibris e antes que os pequenos pudessem se aproximar, ele os abatia.
No meio de tantos, existia um jovem cuitelo que todos os dias admirava o tesouro inalcançável, lamentava-se por não ter tamanho e força para enfrentar o malvado gavião. Com passar dos dias o pequeno colibri, desenvolveu uma forte obsessão (paixão) e traçou um plano minucioso para burlar a vigilância do inimigo. Ele percebeu que à noite a flor estava vulnerável, o gavião não podia vigiá-la todo momento, pois tinha de descansar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Colírio dos Meus Olhos


Um vestido roto e desbotado. Os cabelos desgrenhados ao vento. Os pés descalços sobre a terra marrom, corriam ligeiros como a lebre silvestre. Trepava  na copa de árvores frutíferas, em busca do fruto mais doce.Brincava de bola no campinho, digladiava com os moleques, mas perante a truculência não perdia a ternura.
Para os conservadores,  era um ultraje, cúmulo da falta de ética, o caso perdido.Ao meu ignorante ponto de vista, era a mais linda, o júbilo personificado. O colírio dos meu olhos...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Arte no Grande ABC

Heron Durães da Rocha
O artista plástico mineiro, Heron Durães da Rocha, 42 anos, reside na cidade de São Paulo há 20 anos, sendo 12 destes anos, dedicados a arte. Pintor autodidata, começou seus primeiros rascunhos ainda menino e afirma: "Muito do que faço hoje é reflexo da minha infância no sertão mineiro"
Tela em tinta óleo
Com liberdade e muita criatividade, o artista plástico, procura expressar a beleza do sertão  em telas sob tinta óleo, também, desferindo críticas em pinturas de protesto, utilizando-se de carvão, alguns extratos vegetais e tinta guache.Para trabalhos mais rápidos e de tons agressivos, impactando e despertando um senso crítico ao público.
Engajado em trabalhos sociais, o artista Heron, leciona em ONG's e regiões carentes, afim de retirar jovens da criminalidade e violência, dando a eles conscientização, cultura, e lazer." O  jovem só precisa de um incentivo, pois vive no descaso, a cultura pode salvar vidas"-Diz o artista plástico.
Atualmente com algumas exposições em São Paulo, o Artista vem se consolidando como um dos grandes nomes no meio cultural do grande ABC.Para melhores informações sobre seus trabalhos e projetos entre em contato no facebook:
                                                    heron-rocha1@hotmail.com

Rosa Agreste


Como pode viver assim?
Em solo seco, rachado
Da natureza faz motim
Sob o sol quente, abafado
Linda és tu rosa agreste
Solitária em meio a aridez
Beleza mítica do nordeste
Orvalho noturno lhe refez