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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Cotovia


Ei, sussurra no meu ouvido,
Palavras aprazíveis, únicas.
Estremeço...
Pousa grácil nos meus ombros,
Seu canto enebria e enlouquece.
Tua voz persuasiva, 
Farta-me de sonhos impossíveis.
Não pare de entoar seu canto,
Eloquente, minha irresistível, cotovia.

Olhos Negros


Lago negro, caudaloso...
Tu me afogaste em tua íris,
Opaca gema impenetrável.

Eclipsa a chama perturbadora,
Guarda-me no teu ninho,
Invisível, profundo ônix.

Doces são os olhos negros!
Sossegado posso esvanecer,
Estou seguro até o poente...